Emagrecer, beber menos, fazer exercícios, meditar e abandonar maus hábitos. Todos os anos, milhões de pessoas traçam metas parecidas para o novo ciclo que se inicia. No entanto, apesar da empolgação inicial, muitas dessas resoluções acabam sendo abandonadas ainda nos primeiros meses.
Isso acontece porque, assim como os fogos de artifício na virada do ano, o entusiasmo costuma ser intenso — porém passageiro. Logo depois, a rotina volta a se impor e, com ela, os velhos hábitos retornam.
Apesar disso, especialistas afirmam que é possível transformar 2026 em um ano realmente diferente, desde que algumas estratégias simples sejam adotadas.
Uma mudança por vez aumenta as chances de sucesso
De acordo com o psicólogo esportivo e trabalhista Mario Schuster, um dos principais erros cometidos é tentar mudar muitos hábitos ao mesmo tempo.
Isso porque abandonar o cigarro, reduzir o consumo de açúcar e iniciar uma rotina de exercícios exige força de vontade — um recurso limitado. Quando a pessoa se sobrecarrega com várias metas simultâneas, o desgaste é rápido e o abandono torna-se mais provável.
Portanto, o ideal é estabelecer uma mudança de cada vez, consolidá-la e só depois avançar para o próximo objetivo.
A mudança precisa ser prazerosa
Além de foco, a motivação precisa ser positiva. Segundo Schuster, metas baseadas em obrigação tendem a fracassar com mais facilidade do que aquelas guiadas pelo desejo real de mudança.
Há uma grande diferença psicológica entre pensar “tenho que parar de fumar” e “quero parar de fumar”. Embora pareçam semelhantes, a segunda abordagem gera maior engajamento emocional, o que favorece a continuidade do novo hábito.
Metas realistas garantem mais constância
Outro fator decisivo é o realismo. Pessoas que levaram uma vida sedentária ao longo de 2025, por exemplo, dificilmente conseguirão manter uma rotina intensa de exercícios logo no início de 2026.
Por isso, estabelecer metas mais simples — como se exercitar duas vezes por semana por 30 minutos — é uma estratégia mais eficaz. A regularidade, segundo o especialista, é mais importante do que intensidade ou duração.
Tornar público fortalece o compromisso
Compartilhar as resoluções com amigos ou familiares também contribui para manter o foco. Isso porque promessas feitas publicamente criam um senso maior de responsabilidade e engajamento.
Quando a meta é conhecida por outras pessoas, a tendência é que o indivíduo se sinta mais motivado a cumpri-la.
Recaídas fazem parte do processo
Apesar do planejamento, recaídas podem acontecer — e isso não deve ser motivo para desistência. Schuster destaca que falhar faz parte do processo de mudança.
O mais importante é manter o foco nas pequenas conquistas, que fortalecem a chamada autoeficácia: a crença de que a pessoa é capaz de mudar por conta própria. Essa confiança é determinante para o sucesso a longo prazo.
Quando é melhor não fazer nenhuma resolução
Por fim, o especialista alerta que algumas metas, embora bem-intencionadas, podem ser prejudiciais. Isso ocorre quando exigem um esforço excessivo ou geram frustração constante.
Nesses casos, começar o ano sem nenhuma resolução pode ser mais saudável do que insistir em metas que causam desgaste emocional e desmotivação.
Fontes: Redação
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