“Alemanha brasileira”: veja a cidade que tem poucos brasileiros

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Imagine caminhar por ruas onde as casas dispensam pregos e preservam técnicas construtivas seculares. No Vale do Itajaí, em Santa Catarina, Pomerode mantém viva uma forte herança europeia e, por isso, ganhou o apelido de “Alemanha brasileira”.

Localizada a cerca de 30 quilômetros de Blumenau, a cidade se destaca pela preservação cultural e arquitetônica. Além disso, abriga a maior concentração de casas em estilo enxaimel fora da Europa, o que reforça a identidade germânica do município.

Origem ligada à imigração alemã

Para entender essa característica singular, é necessário voltar a 1863. Naquele ano, famílias imigrantes da região da Pomerânia chegaram ao Brasil em busca de novas oportunidades. Sob a liderança de Ferdinand Hackradt, o grupo iniciou a ocupação da área onde hoje está Pomerode.

Desde então, os colonos transformaram a mata em áreas produtivas. Eles investiram no cultivo de arroz e milho e, ao mesmo tempo, desenvolveram a criação de gado para garantir a subsistência das famílias. Com organização e trabalho contínuo, a comunidade cresceu de forma estruturada.

Tradições preservadas ao longo do tempo

Com o passar dos anos, Pomerode manteve costumes trazidos da Europa. Ainda hoje, escolas ensinam dialetos germânicos, enquanto festas típicas, culinária tradicional e hábitos culturais seguem presentes no cotidiano da população.

Consequentemente, a cidade construiu uma identidade própria dentro do cenário brasileiro. Em 1959, após décadas de desenvolvimento, o município conquistou a emancipação definitiva de Blumenau, consolidando-se como um dos principais símbolos da imigração alemã no país.

Assim, Pomerode se tornou um exemplo raro de preservação histórica e cultural, onde passado e presente convivem de forma integrada no dia a dia da cidade.

Fonte: Redação

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