Transou sem camisinha no carnaval? Veja o que fazer

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O Carnaval reúne multidões, intensifica o contato entre as pessoas e aumenta o risco de exposição às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Diante desse cenário, a prevenção se torna ainda mais necessária, principalmente para quem manteve relação sexual sem camisinha durante a folia.

A infectologista Naira Bicudo reforça que o preservativo continua como a principal forma de proteção. Ele reduz de maneira significativa o risco de transmissão da maioria das ISTs e também evita a gravidez não planejada.

Preservativo segue como principal forma de proteção

Antes de tudo, a médica destaca que homens e mulheres não devem abrir mão do uso da camisinha. Tanto o preservativo masculino quanto o feminino oferecem proteção eficaz e estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Além disso, ela ressalta que o período de festa não justifica a negligência com a saúde. Pelo contrário, quanto maior a exposição, maior deve ser o cuidado.

PrEP e PEP ajudam a prevenir o HIV

No entanto, a prevenção vai além do preservativo. Atualmente, métodos como a PrEP e a PEP ajudam a reduzir o risco de infecção pelo HIV, embora muitas pessoas ainda desconheçam essas estratégias.

A PrEP funciona como prevenção antes da exposição ao risco e pode ser utilizada durante períodos como o Carnaval. Já a PEP atua após uma relação desprotegida e exige início rápido do tratamento.

Segundo a infectologista, a pessoa deve iniciar a PEP o mais cedo possível, preferencialmente nas primeiras duas horas após a exposição. Ainda assim, o tratamento só apresenta eficácia até 72 horas depois do contato de risco.

Mulheres precisam planejar a prevenção com antecedência

Para as mulheres, a estratégia exige ainda mais planejamento. A médica explica que a PrEP apresenta melhor eficácia quando a mulher inicia o uso contínuo pelo menos sete dias antes da possível exposição ao HIV.

Por isso, quem pretende aproveitar vários dias de festa deve procurar orientação médica com antecedência e não deixar a prevenção para o último momento.

DoxiPEP surge como alternativa contra ISTs bacterianas

Outra estratégia recente envolve o uso da doxiciclina como prevenção pós-exposição, conhecida como DoxiPEP. Esse método oferece proteção principalmente contra sífilis e clamídia.

Apesar de não garantir proteção total, a estratégia apresenta bons resultados quando utilizada corretamente. Nesse caso, a pessoa deve tomar uma dose única do medicamento em até 72 horas após a relação desprotegida.

Vacinação também protege durante o Carnaval

Além dos medicamentos, a infectologista chama atenção para a vacinação. Manter as vacinas em dia ajuda a prevenir infecções como HPV e hepatites A e B, que também podem ocorrer por transmissão sexual.

Portanto, antes da folia, a recomendação é conferir a carteira de vacinação e atualizar as doses necessárias.

Testagem ajuda a interromper a transmissão silenciosa

Por fim, a médica alerta que muitas ISTs não apresentam sintomas. Sífilis, clamídia e HIV podem evoluir de forma silenciosa, enquanto a pessoa continua transmitindo a infecção.

Dessa forma, a orientação é realizar exames antes do Carnaval e repetir a testagem após o período, especialmente quando ocorre relação sem proteção.

Segundo a especialista, em 2026 não faltam informações nem métodos preventivos. Além disso, o tratamento do HIV avançou de forma significativa. Pessoas com carga viral indetectável não transmitem o vírus.

Assim, informação, prevenção e responsabilidade seguem como as melhores escolhas para curtir a folia com segurança.

Fonte: Redação

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