O uso recreativo da tadalafila entre jovens brasileiros tem despertado preocupação entre especialistas em saúde. Em 2026, o remédio, originalmente indicado para tratar disfunção erétil em homens adultos, passou a ser consumido por jovens sem prescrição médica, principalmente com o objetivo de melhorar o desempenho sexual ou até mesmo o desempenho físico.
Além disso, a prática tem se espalhado com rapidez nas redes sociais, onde influenciadores e usuários divulgam o remédio de forma equivocada. Como consequência, muitos jovens passam a acreditar que a substância pode aumentar resistência física ou melhorar a performance em atividades sexuais.
Segundo especialistas, pressões sociais e inseguranças também alimentam esse comportamento. Muitos jovens buscam o medicamento como uma forma de aumentar a confiança antes do sexo, mesmo sem apresentar qualquer diagnóstico médico.
No entanto, não existem evidências científicas que comprovem benefícios físicos da tadalafila para pessoas que não possuem disfunção erétil. Dessa forma, eventuais melhorias percebidas podem estar relacionadas apenas a fatores psicológicos.
Efeitos colaterais e riscos
O uso inadequado de inibidores da fosfodiesterase tipo 5, grupo de medicamentos ao qual pertence a tadalafila, pode provocar diversos efeitos colaterais.
Entre os sintomas mais comuns estão vasodilatação sistêmica, rubor facial e congestão nasal. Entretanto, em alguns casos, podem surgir complicações mais graves, como taquicardia.
Além disso, especialistas alertam que o consumo indevido do medicamento pode aumentar o risco de problemas sérios de saúde, incluindo acidente vascular cerebral, infarto e até perda da visão.
A combinação do medicamento com bebidas alcoólicas também agrava os riscos, pois pode provocar alterações cardiovasculares perigosas.
Alerta das autoridades de saúde
O acesso relativamente fácil ao medicamento sem receita médica contribui para o uso inadequado. Além disso, a divulgação informal em redes sociais acaba incentivando o consumo sem orientação profissional.
Diante desse cenário, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária tem emitido alertas sobre os riscos do uso indiscriminado de substâncias que deveriam ser utilizadas apenas com indicação médica.
Especialistas também defendem campanhas de conscientização para informar jovens sobre os perigos do consumo recreativo desse tipo de medicamento.
Fonte: Redação
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