Homens que permanecem longos períodos sem sexo podem, em alguns casos, enfrentar uma condição rara chamada atrofia peniana. Nessa situação, o tecido do órgão tende a perder elasticidade ao longo do tempo e, como consequência, pode ocorrer redução de comprimento, calibre e firmeza.
O biomédico e sexólogo Vitor Mello explica que a ausência de ereções regulares reduz o fluxo sanguíneo na região. “O pênis funciona de forma semelhante a outros tecidos do corpo que dependem de estímulo vascular constante. Quando as ereções diminuem, consequentemente, cai também o aporte de oxigênio e nutrientes. Com o passar do tempo, parte da musculatura lisa pode dar lugar ao colágeno, que é mais rígido e menos elástico”, afirma.
Quanto tempo sem sexo pode afetar?
Segundo o especialista, não existe um prazo exato para que alterações ocorram. No entanto, períodos prolongados — como três, quatro ou seis meses sem ereções frequentes — já podem reduzir o estímulo vascular da região.
“Não importa o motivo da abstinência. Independentemente da razão, o corpo responde fisiologicamente à falta de estímulo”, explica.
Ainda assim, ele ressalta que a condição é incomum. Ou seja, a maioria dos homens que passa por períodos sem relações não desenvolve alterações significativas.
Masturbação também conta como estímulo
Além disso, a manutenção da saúde peniana não depende exclusivamente de relações sexuais com parceiros. Na prática, o fator mais importante é a ereção em si.
“Masturbação também promove oxigenação dos tecidos e, dessa forma, ajuda na preservação da função erétil. Portanto, trata-se de fisiologia, não de tabu”, destaca o especialista.
Estudo aponta possível redução de tamanho
Além das explicações clínicas, um estudo conduzido pela Universidade da Califórnia indica que a ausência prolongada de atividade sexual pode provocar redução de até dois centímetros no tamanho do órgão em alguns casos. Isso ocorre porque, sem estímulo frequente, o fluxo sanguíneo regular na região diminui.
Por outro lado, especialistas reforçam que fatores como idade, saúde cardiovascular, níveis hormonais e presença de doenças crônicas exercem influência muito maior sobre a função erétil do que períodos curtos de abstinência.
Por fim, caso surjam alterações persistentes na ereção, dor ou mudança significativa no tamanho do órgão, a recomendação é procurar avaliação médica para investigação adequada.
Fonte: Redação
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