Beber além da conta, ainda que seja em apenas uma noite, já impõe uma sobrecarga significativa ao fígado. Afinal, o órgão assume a responsabilidade de metabolizar o álcool e, consequentemente, sofre os impactos diretos do excesso. Em pessoas que convivem com gordura no fígado, obesidade ou diabetes, por exemplo, essa reação tende a ser ainda mais intensa.
Embora o fígado possua uma notável capacidade de regeneração, esse mecanismo encontra limites. Portanto, quando os exageros se tornam frequentes, inflamações silenciosas podem surgir e evoluir sem que a pessoa perceba. Por isso, compreender como o organismo reage e adotar cuidados após o consumo excessivo ajuda a reduzir riscos e a preservar a saúde hepática.
COMO O FÍGADO PROCESSA O ÁLCOOL
Logo após a ingestão, o álcool segue quase integralmente para o fígado, que inicia o processo de metabolização. Durante essa etapa, o organismo produz substâncias tóxicas que irritam as células hepáticas e exigem maior esforço do órgão.
Consequentemente, quanto maior o volume ingerido, maior se torna a sobrecarga. Em pessoas saudáveis, o fígado costuma conseguir se recuperar com mais rapidez. Entretanto, em quem apresenta esteatose hepática, doenças metabólicas ou problemas no fígado, o tempo de recuperação aumenta e os sintomas tendem a ser mais intensos.
Além disso, especialistas alertam que o acúmulo de gordura no fígado pode evoluir para quadros mais graves, como fibrose, cirrose e até câncer hepático, caso o consumo excessivo se repita ao longo do tempo.
O QUE REALMENTE AJUDA NA RECUPERAÇÃO DO FÍGADO
Em primeiro lugar, a interrupção completa do consumo de álcool se torna indispensável. Ao mesmo tempo, manter uma hidratação adequada contribui para que o organismo elimine toxinas e reduza o mal-estar.
Além disso, a alimentação exerce papel fundamental nesse processo. Priorizar refeições leves, compostas por arroz, legumes, verduras, frutas e proteínas magras facilita a digestão e diminui o esforço exigido do fígado.
Outro ponto importante envolve o descanso. Evitar atividades físicas intensas logo após o exagero permite que o corpo concentre energia na recuperação. Por outro lado, produtos “detox” e suplementos não apresentam comprovação científica e, em alguns casos, podem até agravar a sobrecarga hepática. O mesmo vale para o uso indiscriminado de analgésicos, que também passam pelo fígado.
SINAIS DE QUE O ORGANISMO SOFREU COM O EXCESSO
Nem sempre os efeitos surgem imediatamente. Ainda assim, alguns sintomas merecem atenção. Entre eles, destacam-se:
- enjoo persistente
- cansaço fora do comum
- mal-estar prolongado
- sensação de peso ou dor do lado direito do abdômen
Além disso, urina mais escura e leve amarelamento dos olhos podem indicar dificuldade do fígado em metabolizar o álcool. Em exames laboratoriais, essas alterações costumam aparecer como elevação das enzimas hepáticas, mesmo sem sintomas evidentes.
QUANDO PROCURAR AJUDA MÉDICA
Se o mal-estar persistir por mais de dois dias ou se surgirem sinais como dor abdominal intensa, inchaço, olhos amarelados ou fadiga extrema, o ideal é buscar atendimento médico. Exames simples conseguem identificar alterações precoces e orientar o tratamento adequado.
Em resumo, respeitar os limites do próprio corpo e adotar cuidados após o consumo excessivo de álcool representa uma das formas mais eficazes de proteger o fígado e evitar que episódios pontuais se transformem em problemas crônicos.
Fonte: Redação
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