A caminhada é uma das atividades físicas mais acessíveis e populares, justamente por não exigir alto investimento financeiro. Além disso, pode ser praticada em diferentes locais, como parques, ruas e avenidas, o que facilita a adesão de pessoas de todas as idades.
No entanto, apesar da praticidade, ainda surgem dúvidas sobre a melhor forma de realizar o exercício. Entre elas, uma das mais comuns é: afinal, fazer caminhada em jejum é seguro?
Especialista alerta para riscos do jejum
De acordo com o cardiologista e médico do esporte Nabil Ghorayeb, a prática não é recomendada. Segundo ele, o corpo precisa de energia para realizar qualquer tipo de atividade física.
Além disso, o organismo utiliza principalmente os carboidratos como fonte de energia. Portanto, treinar sem alimentação prévia pode comprometer o desempenho e, principalmente, a saúde.
Nesse sentido, o especialista destaca que o exercício em jejum pode causar problemas como hipoglicemia, tontura, desmaios e até queda de pressão. Ou seja, em vez de benefícios, a prática pode trazer riscos consideráveis.
Mito do emagrecimento em jejum
Muitas pessoas acreditam que caminhar em jejum ajuda a emagrecer mais rápido. No entanto, essa ideia não encontra respaldo entre especialistas.
Pelo contrário, segundo o médico, não há justificativa para adotar esse método sem orientação profissional. Atualmente, existem estratégias mais seguras e eficazes para perda de peso, sempre com acompanhamento adequado.
Frequência ideal da caminhada
Por outro lado, especialistas recomendam a prática regular da caminhada ao longo da semana. Em geral, a orientação indica pelo menos três sessões semanais.
Além disso, estudos sugerem cerca de 180 minutos de atividade aeróbica por semana. Dessa forma, o praticante pode dividir esse tempo ao longo dos dias, respeitando intervalos de descanso, principalmente após os 35 anos.
Melhor horário para se exercitar
Outro ponto que gera dúvidas envolve o melhor horário para caminhar. Nesse caso, não existe uma regra única.
Do ponto de vista ortopédico, o fim do dia pode ser mais indicado, já que a musculatura está mais preparada. Por outro lado, sob a ótica cardiovascular, não há um horário considerado melhor ou pior.
Assim, a recomendação é simples: escolher o período em que o corpo se adapta melhor à atividade.
Alimentação e hidratação são essenciais
Além da regularidade, manter uma alimentação equilibrada e boa hidratação faz toda a diferença no desempenho.
Nesse sentido, nutrientes como carboidratos e aminoácidos ajudam na manutenção da atividade muscular. Portanto, ajustar a alimentação de acordo com o nível de esforço é fundamental.
Prática segue popular no Brasil
Por fim, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios indicam que cerca de 24,6% dos brasileiros praticam corrida ou caminhada com frequência.
Diante disso, apesar da popularidade, é fundamental adotar hábitos seguros. Assim, com orientação adequada, a caminhada continua sendo uma excelente aliada para a saúde e o bem-estar.
Fonte: Redação
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