O Ministério da Saúde (MS) passou a classificar quatro alimentos muito comuns na mesa dos brasileiros como cancerígenos, com base em estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre eles estão bacon, linguiça, presunto e salsicha, todos enquadrados no Grupo 1, o mesmo que inclui o tabaco, por apresentarem evidências científicas consistentes de associação com o câncer.
Entenda o que significa o Grupo 1 da OMS
À primeira vista, a comparação pode causar preocupação. No entanto, a OMS esclarece que estar no mesmo grupo não significa que esses alimentos ofereçam o mesmo nível de risco que o cigarro. Ainda assim, o consumo frequente e em grandes quantidades aumenta, sim, a probabilidade de desenvolvimento da doença ao longo do tempo.
Por que carnes processadas oferecem risco
O alerta recai principalmente sobre as carnes processadas. Isso porque o processo de fabricação envolve o uso de nitratos e nitritos durante a cura, além de técnicas como defumação e a adição de conservantes. Como resultado, essas substâncias podem formar compostos potencialmente cancerígenos no organismo, sobretudo quando o consumo ocorre de forma recorrente.
Quantidade e frequência fazem diferença
De acordo com estudos citados pela Jovem Pan, a ingestão diária de apenas 50 gramas dessas carnes já eleva de forma significativa o risco de câncer ao longo da vida. Por isso, especialistas reforçam que o impacto está diretamente relacionado à quantidade e à regularidade do consumo.
OMS recomenda moderação na alimentação
A Organização Mundial da Saúde destaca que a inclusão desses alimentos na lista não tem como objetivo causar alarme. Pelo contrário, a recomendação busca orientar a população sobre escolhas mais conscientes, incentivando a redução do consumo de ultraprocessados.
Priorizar alimentos naturais reduz riscos
Dessa forma, a principal orientação é a moderação. Sempre que possível, especialistas recomendam priorizar alimentos frescos e menos industrializados, além de manter uma alimentação equilibrada. Assim, é possível diminuir os riscos à saúde sem a necessidade de excluir completamente esses produtos da dieta
Fonte: Redação
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