Perda de libido: saiba como esse problema afeta as mulheres

A libido feminina é um aspecto essencial da saúde e do bem-estar das mulheres. No entanto, muitas vezes, ela é negligenciada, impactando diretamente as relações interpessoais e a qualidade de vida. Atualmente, estima-se que 30% das mulheres em todo o mundo sofrem com a perda de desejo sexual.

A ginecologista endocrinologista Maira Campos explica que vários fatores influenciam a libido feminina. Segundo ela, o equilíbrio entre hormônios, saúde mental e questões psicossociais é fundamental para compreender a redução do desejo sexual. “A libido não está somente relacionada com os hormônios. O hormônio tem um papel contínuo, mas vários outros fatores podem influenciar a queda do desejo sexual”, afirma a médica.

Pesquisas recentes reforçam a relevância do tema. Um estudo publicado no Journal of Sexual Medicine apontou que uma em cada quatro mulheres enfrenta a diminuição do desejo sexual, impactando suas relações e autoestima. Além disso, a pesquisa mostrou que entre 25% e 30% das mulheres sofrem de algum tipo de disfunção sexual, sendo a redução da libido uma das queixas mais comuns.

Impactos da perda de libido

O impacto da perda de libido não se restringe ao desejo sexual em si. A falta de desejo pode levar a uma sensação de desconexão emocional, prejudicando a autoestima e a qualidade de vida. Maira Campos destaca a importância do desejo sexual para o bem-estar feminino. “A libido é muito importante, porque dá prazer à nossa vida. Ela é uma das coisas que nos faz sentir vivas, conectadas com nós mesmas e com nossos parceiros. Quando há um desequilíbrio, isso afeta todo o bem-estar”, explica.

Principais causas da perda de libido feminina

Fatores hormonais são frequentemente mencionados quando se fala em libido, especialmente a testosterona. No entanto, outros hormônios, como estrogênios, progesterona e cortisol, também desempenham papéis cruciais nesse processo. Condições naturais, como ciclo menstrual, gravidez e menopausa, podem gerar flutuações hormonais que afetam o desejo sexual.

Além disso, o uso de medicamentos, como ansiolíticos, antidepressivos e anticoncepcionais, pode interferir diretamente na libido das mulheres. A ginecologista destaca que a combinação de medicamentos pode ser um fator determinante. “Muitas mulheres podem dizer ‘minha testosterona está baixa’, mas ao investigarmos, descobrimos que estão tomando diazepam, estralogon, fluoxetina, rivotril ou anticoncepcionais há anos. Esses medicamentos são conhecidos por reduzir o desejo sexual”, alerta.

Além dos fatores hormonais e medicamentosos, condições como obesidade, diabetes, hipertensão, endometriose, síndromes ovarianas e doenças autoimunes também afetam a libido feminina, interferindo na produção hormonal e no bem-estar psicológico. Distúrbios emocionais, como estresse e depressão, agravam ainda mais a situação, criando barreiras para o desejo sexual.

FONTE: Metropolés 

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