ONU e Papa Leão XIV emitem comunicado assustador

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O Tratado de Redução de Armas Estratégicas (New START) entre Estados Unidos e Rússia expirou nesta quinta-feira (5), encerrando mais de meio século de limites sobre os arsenais nucleares das duas potências. Com isso, o cenário internacional entra em um momento assustador e reacende o temor de uma nova corrida armamentista nuclear.

Desde 2010, o acordo determinava que ambos os países mantivessem seus arsenais limitados a 1.550 ogivas nucleares estratégicas. No entanto, com o fim do tratado, deixam de existir as salvaguardas que controlavam a proliferação dessas armas, o que amplia significativamente os riscos à estabilidade global.

CONSEQUÊNCIAS IMEDIATAS DO FIM DO ACORDO

Logo após o encerramento do New START, a Rússia demonstrou disposição para atuar sem qualquer limitação formal. Enquanto isso, os Estados Unidos ainda não anunciaram uma posição definitiva sobre os próximos passos. Anteriormente, durante a presidência de Donald Trump, o país chegou a defender a inclusão da China em futuros acordos nucleares.

Entretanto, Pequim rejeitou essa possibilidade, sobretudo porque possui um arsenal consideravelmente menor em comparação às duas potências. Ainda assim, o impasse aumenta a tensão diplomática e reforça as incertezas no cenário internacional.

REAÇÃO DA ONU E DA COMUNIDADE INTERNACIONAL

Diante desse contexto, a União Europeia e a Organização das Nações Unidas manifestaram preocupação com os impactos diretos do fim do tratado. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou o momento como grave e alertou para os riscos crescentes à paz e à segurança globais.

Além disso, a ONU destacou que o término do New START ocorre em uma conjuntura extremamente delicada, elevando o risco de uso de armas nucleares ao nível mais alto das últimas décadas. Por isso, Guterres reforçou o apelo para que os países retomem o diálogo e avancem na construção de um novo regime de controle de armamentos.

APELLO DO PAPA E PRESSÃO POR DIÁLOGO

Paralelamente, o papa Leão XIV também se pronunciou nesta quarta-feira (4). Segundo ele, a situação mundial exige esforços máximos para evitar uma nova corrida armamentista. O líder religioso pediu diretamente que Estados Unidos e Rússia renovem o acordo nuclear, destacando a responsabilidade global das duas nações.

Enquanto isso, a China defendeu um diálogo responsável entre as potências e ressaltou a importância de ações conjuntas para preservar a estabilidade mundial.

DESAFIO GLOBAL PARA OS PRÓXIMOS ANOS

Com o encerramento do New START, a comunidade internacional enfrenta o desafio de encontrar novas alternativas para controlar o avanço dos arsenais nucleares. Assim, o mundo acompanha atentamente os próximos movimentos de Estados Unidos e Rússia, que terão papel decisivo na garantia — ou não — da segurança global.

Fonte: Redação

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