Nova cepa na África do Sul já se espalha e pode chegar ao Brasil

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Uma nova variante da COVID-19, identificada como BA.3.2 e apelidada de “Cicada”, já circula em pelo menos 23 países e chama a atenção de especialistas devido ao alto número de mutações. Embora ainda não haja confirmação de maior gravidade, autoridades de saúde alertam para o potencial de disseminação global, inclusive com possibilidade de chegada ao Brasil.

Origem e avanço global

A nova cepa surgiu inicialmente na África do Sul, em novembro de 2024. Desde então, ela avançou gradualmente por diferentes regiões do mundo.

Além disso, os Estados Unidos já registraram casos em diversos estados. Nesse contexto, sistemas de monitoramento de esgoto identificaram a presença da variante, o que reforça o nível de circulação.

Alto número de mutações preocupa especialistas

O principal diferencial da BA.3.2 está na quantidade de alterações genéticas. Segundo dados de autoridades de saúde, a variante possui entre 70 e 75 mutações na proteína spike, estrutura responsável por permitir a entrada do vírus nas células humanas.

Em comparação, variantes recentes apresentavam entre 30 e 40 mutações nessa mesma região. Portanto, esse aumento significativo levanta preocupações.

Além disso, esse volume elevado de mutações pode dificultar o reconhecimento do vírus pelo sistema imunológico, especialmente em pessoas vacinadas ou que já tiveram infecção anterior.

Sintomas seguem semelhantes

Até o momento, especialistas não identificaram aumento na gravidade dos casos. Ou seja, os sintomas continuam semelhantes aos já conhecidos.

Entre eles, destacam-se:

  • Dor de garganta
  • Tosse
  • Congestão nasal
  • Fadiga
  • Dor de cabeça
  • Febre

Em alguns casos, também aparecem sintomas gastrointestinais, como náusea e diarreia.

Transmissão é principal preocupação

Por outro lado, a principal preocupação está na capacidade de transmissão. Como o sistema imunológico pode ter mais dificuldade para reconhecer a variante, o vírus pode se espalhar com maior facilidade.

Consequentemente, isso pode elevar o número de casos, mesmo sem aumento proporcional na gravidade.

Monitoramento segue em andamento

Especialistas reforçam que o surgimento de novas variantes faz parte do comportamento natural do vírus, que sofre mutações constantes durante a replicação.

No entanto, até agora, autoridades não registraram aumento direto nas taxas de hospitalização ou mortes associado à nova cepa.

Por fim, o monitoramento contínuo segue essencial para entender o comportamento da variante e seus possíveis impactos nos sistemas de saúde.

Fonte: Redação

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