A cidade de Caldas Novas decretou situação de calamidade pública após registrar a maior parte dos casos de chikungunya em Goiás em 2026. Dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram que o município reúne cerca de 83% das confirmações da doença, com mais de mil diagnósticos positivos entre aproximadamente 2,7 mil notificações em todo o estado.
Ao todo, 26 cidades goianas registraram casos neste ano. No entanto, Caldas Novas lidera com ampla diferença. São mais de 2,2 mil notificações e 1.059 confirmações, o que coloca o município no centro do surto. Na prática, a cada dez casos confirmados em Goiás, pelo menos oito são da cidade turística.
Além disso, o decreto permite acelerar ações emergenciais, ampliar atendimentos na rede pública e reforçar o combate ao mosquito transmissor.
Identificação do vírus mudou estratégia
Inicialmente, profissionais suspeitavam de dengue. Entretanto, exames ampliados confirmaram a circulação predominante do vírus da chikungunya na região.
A partir disso, a prefeitura intensificou o combate ao mosquito transmissor com:
- Eliminação de criadouros
- Aplicação de inseticidas em áreas críticas
- Reforço nas equipes de saúde
- Ampliação do atendimento à população
Ainda em janeiro, equipes técnicas do Estado estiveram no município para apoiar as ações contra as arboviroses. Os técnicos definiram estratégias junto à administração municipal, incluindo capacitação de profissionais, envio de medicamentos e distribuição de testes rápidos.
Segundo especialistas, o crescimento dos casos já era esperado. Isso ocorre porque surtos de chikungunya costumam aumentar gradualmente após a introdução do vírus em uma região.
Sintomas da chikungunya
A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e geralmente começa com febre alta.
Os sintomas mais comuns incluem:
- Dores intensas nas articulações
- Inchaço em mãos e pés
- Dor muscular
- Dor de cabeça
- Cansaço extremo
- Manchas vermelhas na pele
- Sensibilidade à luz
Em alguns casos, as dores articulares podem persistir por semanas ou até meses após a fase inicial da doença.
Combate depende da população
As autoridades de saúde alertam que o combate ao mosquito depende também da população.
A maior parte dos focos do transmissor costuma aparecer dentro das residências, principalmente em recipientes que acumulam água parada. Por isso, especialistas recomendam eliminar possíveis criadouros e manter caixas d’água e reservatórios sempre fechados.
Dessa forma, a participação dos moradores se torna fundamental para reduzir a transmissão e evitar novos casos.7
Fonte: Redação
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