Novas regras do Pix facilitam devolução de golpes

Começaram a valer nesta segunda-feira (2) as novas regras do Pix voltadas ao combate a fraudes. A partir de agora, o sistema financeiro conta com mecanismos mais rígidos que permitem rastrear o dinheiro desviado e devolver os valores às vítimas de golpes digitais.

MEDIDA BUSCA REDUZIR GOLPES E AMPLIAR DEVOLUÇÕES

A nova norma tem como principal objetivo reduzir o número de fraudes envolvendo transferências instantâneas. Além disso, o Banco Central busca elevar a taxa de recuperação de valores, que atualmente gira em torno de apenas 10% dos casos.

O promotor de vendas Luiz Carlos Rosa, por exemplo, já sofreu diferentes golpes envolvendo Pix e transferências bancárias. No episódio mais recente, ele acumulou um prejuízo de R$ 3 mil.

“Eu acreditava que negociava com a seguradora e, por isso, realizei dois pagamentos. No entanto, após muita demora, o banco informou que não conseguiu rastrear os valores, já que o golpista havia zerado a conta”, relatou.

BANCOS PASSAM A BLOQUEAR TODA A ROTA DO DINHEIRO

Com as novas regras, os bancos agora bloqueiam todas as contas por onde o dinheiro do golpe circula. Dessa forma, o sistema financeiro realiza um rastreamento mais eficiente e, consequentemente, amplia as chances de devolução dos valores às vítimas.

Antes, o bloqueio alcançava apenas a primeira conta usada pelo criminoso. No entanto, como os golpistas fragmentam os valores e utilizam diversas instituições financeiras, o dinheiro acabava se perdendo ao longo do percurso.

Segundo o Banco Central, a mudança fortalece o sistema de segurança e amplia a capacidade de identificar contas envolvidas em fraudes.

“Como antes só alcançávamos a primeira camada, deixávamos de identificar as demais contas usadas no golpe. Agora, conseguimos mapear toda a rede. O Banco Central armazena essas informações e as compartilha com todo o sistema financeiro”, explicou Breno Lobo, chefe-adjunto do Departamento de Competição do BC.

QUANDO O MECANISMO PODE SER USADO

Apesar do avanço, o novo recurso não se aplica a todos os casos. O sistema só poderá ser acionado em situações de fraude, suspeita de fraude ou erro entre instituições financeiras.

Por outro lado, transferências feitas por erro de digitação do próprio usuário não entram na nova regra e não geram direito à devolução automática.

MED 2.0 AMPLIA PRAZOS E RESPONSABILIZA INSTITUIÇÕES

O novo Mecanismo Especial de Devolução, chamado de MED 2.0, amplia o prazo para contestação. Agora, o cliente tem até 80 dias para questionar um PIX suspeito diretamente pelo aplicativo do banco.

Após a contestação, as instituições financeiras terão até 11 dias para devolver o dinheiro à vítima, caso a fraude seja confirmada.

FEBRABAN DESTACA AVANÇO NA SEGURANÇA

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que mantém diálogo constante com o Banco Central para aprimorar o sistema de pagamentos instantâneos. Além disso, a entidade avalia que o MED 2.0 representa um avanço importante na prevenção e no combate a golpes e fraudes.

Fonte: Redação

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