Famílias brasileiras com renda de até R$ 13 mil mensais passam a ter novas oportunidades dentro do programa habitacional do Governo Federal. Isso porque o Conselho do FGTS aprovou mudanças que ampliam os limites de renda e também aumentam o valor máximo dos imóveis financiáveis.
Com isso, o programa Minha Casa, Minha Vida passa a alcançar um público maior, incluindo principalmente famílias da classe média que, até então, enfrentavam mais dificuldades para acessar condições facilitadas de crédito.
Novas faixas ampliam acesso
Primeiramente, o governo atualizou os critérios de todas as faixas do programa. Na Faixa 1, por exemplo, voltada à população de menor renda, o teto mensal subiu de R$ 2.850 para R$ 3.200. Além disso, as taxas de juros seguem reduzidas, variando entre 4% e 4,5%.
Na sequência, a Faixa 2 também sofreu ajustes. O limite passou de R$ 4.700 para R$ 5 mil, enquanto os juros variam entre 4,75% e 6,5%. Já na Faixa 3, destinada à renda intermediária, o teto aumentou de R$ 8.600 para R$ 9.600. Nesse caso, o valor máximo dos imóveis também subiu, passando de R$ 350 mil para R$ 400 mil.
Faixa 4 mira classe média
Por outro lado, a principal novidade está na Faixa 4. Agora, famílias com renda de até R$ 13 mil podem participar do programa. Além disso, o valor máximo dos imóveis financiáveis subiu de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
Dessa forma, o governo amplia significativamente o alcance do programa, incluindo um público que antes tinha acesso mais restrito ao crédito habitacional.
Mais recursos para o programa
Ao mesmo tempo, parte dos recursos que viabilizam essa expansão virá do Fundo Social, que conta com cerca de R$ 31 bilhões disponíveis. Com esse reforço, o governo espera beneficiar milhares de famílias em todo o país.
Inclusive, a estimativa aponta que mais de 30 mil famílias devem ser atendidas na Faixa 3. Já na Faixa 4, aproximadamente 8 mil famílias podem ser contempladas.
Impacto no mercado imobiliário
Além disso, especialistas avaliam que as mudanças podem estimular o mercado imobiliário. Isso porque, ao ampliar o público elegível, o programa aumenta a demanda por imóveis e facilita o acesso à casa própria.
Por fim, apesar da aprovação, as novas regras ainda precisam de publicação no Diário Oficial da União para entrarem em vigor. Ainda assim, a expectativa é de que as mudanças reforcem o papel do programa como principal política habitacional do Brasil.
Fonte: Redação
Leia também: Familiares de idosos podem receber mais de R$ 800 mensais, veja



