Um ciclone extratropical — fenômeno semelhante a um “mini-furacão” — está se formando ao Sul do Brasil e trouxe alertas de instabilidade climática para a região. O sistema se desenvolve na costa entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, conforme previsão meteorológica.
Especialistas explicam que esse tipo de fenômeno ocorre quando uma área de baixa pressão atmosférica se intensifica no oceano e gera uma frente fria associada. Embora o centro do ciclone não deva avançar diretamente sobre o território brasileiro, ele ainda pode influenciar o clima no Sul do país.
Frente fria ligada ao ciclone altera tempo no Sul
O ciclone extratropical se forma entre 9 e 10 de janeiro de 2026 e tende a se deslocar para o leste nos dias seguintes, passando sobre o extremo sul do Rio Grande do Sul antes de se afastar para o oceano. Esse movimento cria uma frente fria que avança pelo Sul do Brasil.
Essa frente fria associada ao sistema pode provocar:
- áreas de instabilidade
- aumento de nuvens carregadas
- chuvas pontuais
- ventos mais intensos
A previsão é que essa instabilidade atinja principalmente estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Impactos climáticos e riscos pontuais
Meteorologistas alertam que, em episódios como este, há risco de ventos fortes, chuva intensa em curto período e descargas elétricas em algumas áreas. Esses efeitos são intensificados pela passagem da frente fria, mesmo que o ciclone em si não chegue diretamente ao Sul do Brasil.
Segundo relatos de especialistas, sistemas semelhantes já influenciaram o clima em anos anteriores, com chuva forte e ventania em diversas regiões do Sul, associadas a ciclones extratropicais e frentes frias.
Como o fenômeno se diferencia de tempestades tropicais
Embora o termo “mini-furacão” seja usado popularmente, meteorologistas destacam que ciclones extratropicais são sistemas diferentes dos furacões tropicais. Eles se formam em latitudes mais altas e estão associados a frentes frias, não a águas muito quentes como nos ciclones tropicais.
Esse tipo de sistema é relativamente comum no Sul do Brasil e em áreas do cone sul da América do Sul, especialmente no verão, quando frentes frias e sistemas de baixa pressão se intensificam.
Fonte: Redação
Leia também: Carta diz que Eliza Samudio teria fugido com identidade falsa



