El Niño pode provocar “desastre térmico” no Brasil, veja

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O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais emitiu um alerta sobre o risco de um “desastre térmico” no Brasil em 2026, impulsionado pelo fenômeno El Niño. A previsão indica ondas de calor intensas, períodos de seca e impactos diretos no custo de vida da população.

Calor extremo deve atingir todo o país

De acordo com especialistas, modelos meteorológicos já confirmam a formação do El Niño ainda neste ano, com maior probabilidade para o segundo semestre. No entanto, a intensidade do fenômeno ainda gera incertezas.

Mesmo assim, o Cemaden destaca que o chamado “desastre térmico” já é considerado inevitável. Dessa forma, o calor deve atingir todo o Brasil, com maior intensidade nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Segundo o climatologista José Marengo, há cerca de 80% de chance de o fenômeno se consolidar nos próximos meses. “Vai acontecer, será muito quente e vamos sentir mais a partir de setembro”, afirma.

2026 pode ser o ano mais quente da história recente

Além disso, especialistas alertam que 2026 pode superar 2024 e se tornar o ano mais quente já registrado recentemente. Isso ocorre porque o El Niño atua em um planeta já aquecido pelas mudanças climáticas.

Nesse sentido, o aumento das temperaturas tende a ser mais intenso e prolongado. Ou seja, não se trata apenas de picos de calor, mas de longos períodos com temperaturas elevadas, o que agrava ainda mais os impactos.

Impactos vão além do clima

O fenômeno também provoca mudanças no regime de chuvas. Em geral, o El Niño reduz as precipitações no Norte e aumenta no Sul. Já no Sudeste e no Centro-Oeste, as ondas de calor se tornam mais frequentes e vêm acompanhadas de baixa umidade.

Por outro lado, os efeitos não se limitam ao clima. O calor extremo afeta diretamente a saúde, podendo agravar doenças e reduzir a qualidade de vida. Além disso, também compromete a produtividade no trabalho e na agricultura.

Bolso do brasileiro também será afetado

Outro ponto de atenção envolve os impactos econômicos. Com temperaturas mais altas, cresce o uso de aparelhos como ar-condicionado, o que eleva o consumo de energia elétrica.

Ao mesmo tempo, a produção de alimentos pode cair devido à combinação de calor intenso, seca e eventos extremos. Como consequência, os preços tendem a subir, principalmente de hortifrutigranjeiros.

Portanto, além dos riscos ambientais e de saúde, o avanço do El Niño em 2026 deve pressionar o custo de vida da população, reforçando a necessidade de atenção e planejamento diante dos efeitos do fenômeno.

Fonte: Redação

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