Antes de decidir mudar de cidade, muita gente analisa custo de vida, oportunidades e segurança. Ainda assim, um levantamento recente mostra que alguns municípios brasileiros enfrentam dificuldades profundas. O estudo do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025 avaliou as condições de vida nas 5.570 cidades do país e identificou os locais com os piores indicadores de qualidade de vida.
O ranking considera 57 indicadores públicos. Além disso, o levantamento analisa três dimensões principais: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. Dessa forma, o índice mede não apenas renda, mas também acesso a serviços essenciais e condições reais de vida.
Os resultados mostram que a maior parte das cidades com piores índices fica na Região Norte. Ao mesmo tempo, fatores como isolamento geográfico, falta de infraestrutura e poucos serviços públicos influenciam diretamente a qualidade de vida.
Municípios com maiores dificuldades sociais
Os dados mostram que cidades pequenas e isoladas enfrentam desafios maiores. Por isso, muitas delas apresentam problemas em saúde, educação e saneamento básico.
Entre os municípios com piores resultados estão:
- Uiramutã – 37,59 pontos
O município aparece na última posição do ranking. Além disso, o isolamento geográfico dificulta o acesso a serviços básicos. Ao mesmo tempo, a infraestrutura limitada influencia os indicadores sociais. - Jacareacanga – 40,04 pontos
A cidade apresenta dificuldades em vários indicadores. Além disso, a distância dos grandes centros reduz o acesso a serviços. Por outro lado, problemas como violência e garimpo ilegal também afetam a população. - Amajari – 40,95 pontos
O município enfrenta desafios na saúde e na educação. Além disso, conflitos fundiários influenciam a realidade local. Mesmo assim, a economia depende principalmente da agropecuária. - Bannach – 40,99 pontos
A cidade possui população pequena e poucos serviços disponíveis. Além disso, investimentos públicos limitados reduzem as oportunidades. Por isso, os indicadores permanecem baixos. - Alto Alegre – 41,07 pontos
O município apresenta dificuldades em saneamento e saúde. Além disso, o desenvolvimento econômico ocorre de forma lenta. Como resultado, a qualidade de vida fica comprometida. - Trairão – 42,08 pontos
A cidade enfrenta problemas ambientais e sociais. Além disso, a infraestrutura básica ainda não atende toda a população. Ao mesmo tempo, a criminalidade preocupa moradores. - Pacajá – 42,86 pontos
O município registra dificuldades em saneamento e educação. Além disso, a violência também aparece como desafio. Dessa maneira, as oportunidades permanecem limitadas. - Portel – 43,25 pontos
O transporte depende principalmente de barcos. Por isso, o isolamento dificulta o acesso a serviços. Além disso, o mercado de trabalho permanece restrito. - São Félix do Xingu – 43,33 pontos
O município possui grande extensão territorial. Mesmo assim, enfrenta desafios como pobreza e saneamento precário. Além disso, conflitos agrários afetam a região. - Anapu – 43,39 pontos
A cidade apresenta baixos índices de saneamento. Além disso, a rede de saúde enfrenta limitações. Ao mesmo tempo, a economia oferece poucas alternativas.
Ranking revela desigualdades regionais
O levantamento mostra diferenças claras entre as regiões do país. Por um lado, cidades maiores oferecem mais serviços. Por outro lado, municípios isolados enfrentam dificuldades estruturais.
Além disso, o estudo mostra que qualidade de vida não depende apenas de renda. Dessa forma, fatores como saúde, educação e infraestrutura influenciam diretamente o bem-estar da população.
Fonte: Redação
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