Trend ‘Caso ela diga não’ vira alvo de investigação, entenda

Uma trend que incentiva práticas de violência contra mulheres viralizou nos últimos dias nas redes sociais e, por isso, passou a chamar a atenção das autoridades. Conhecida como “caso ela diga não”, a tendência agora está sob investigação da Polícia Federal.

Na plataforma TikTok, os vídeos começaram a ganhar grande repercussão principalmente entre usuários do público masculino. Além disso, a trend se espalhou justamente no mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o que intensificou ainda mais as críticas nas redes.

Nos vídeos, os participantes apresentam sempre a mesma proposta: mostrar qual seria a reação caso a companheira recusasse um pedido de namoro ou casamento. Em seguida, muitos autores encenam atitudes agressivas, como golpes de artes marciais. Em alguns casos, os criadores também exibem armas de fogo ou facas durante as gravações.

Polícia Federal pede remoção de conteúdos

Diante da repercussão, a diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal iniciou a apuração do caso e solicitou a remoção de perfis responsáveis pela divulgação dos vídeos.

Depois disso, a própria plataforma retirou parte do conteúdo do ar. Além da exclusão dos vídeos, os investigadores também exigiram a preservação dos dados das contas envolvidas. Dessa forma, as autoridades poderão analisar as informações ao longo do inquérito.

Câmara pode pedir investigação da PGR

Enquanto isso, a Câmara dos Deputados também entrou no debate. Nesta terça-feira (10), a Comissão de Segurança Pública deve avaliar um requerimento que pede a abertura de investigação pela Procuradoria-Geral da República.

O deputado federal Pedro Campos apresentou a proposta. Segundo ele, o avanço desse tipo de conteúdo nas redes sociais exige uma resposta institucional.

Reações dividem usuários nas redes

Ao mesmo tempo, os vídeos provocaram forte discussão entre os usuários das redes sociais. Muitos internautas criticaram a tendência e reforçaram que a violência contra mulheres não pode virar entretenimento.

“Violência contra as mulheres não é piada”, escreveu uma usuária em uma das publicações.

Por outro lado, algumas pessoas classificaram os vídeos como “preocupantes” e afirmaram que o conteúdo “não tem graça nenhuma”. Ainda assim, em algumas situações, criadores responderam às críticas apenas com emojis de risada, o que aumentou ainda mais a indignação de parte do público.

Fonte: Redação

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