Uma sequência de crimes brutais chocou moradores de Anastácio, no Mato Grosso do Sul. Segundo a Polícia Civil, uma mulher de 26 anos mandou matar os próprios pais e, posteriormente, participou da execução de um dos assassinos para evitar o pagamento pelo crime.
De acordo com as investigações, Maria de Fátima Luzni Fernandes aparece como mandante do assassinato de Maria Clair Luzini, de 46 anos, e Vilson Fernandes Cabral, de 50. O casal morreu dentro da própria casa, na noite de quinta-feira (26). No entanto, familiares só encontraram os corpos no sábado (28), o que dificultou o início das apurações.
Cena do crime levanta suspeitas
Assim que chegaram ao local, policiais identificaram sinais evidentes de violência. Vilson estava caído entre a cozinha e a sala, com ferimentos nas costas. Já Maria apresentava lesões nos braços e perfurações profundas no tórax.
Inicialmente, investigadores chegaram a considerar a hipótese de feminicídio seguido de suicídio. Porém, a perícia descartou essa possibilidade e confirmou que terceiros cometeram os assassinatos.
Investigação conecta os crimes
Enquanto avançavam nas apurações, os policiais identificaram um outro homicídio ocorrido na sexta-feira (27). A princípio, o caso parecia isolado, ligado a um desacordo comercial.
No entanto, ao cruzar informações, a polícia percebeu que pessoas envolvidas nas duas ocorrências tinham ligação direta. A partir disso, os investigadores passaram a tratar os crimes como parte de uma mesma sequência.
Confissão revela plano
Diante das contradições, a polícia ouviu novamente a suspeita. Em seguida, ela confessou participação no crime e admitiu que contratou dois homens para executar o pai.
Além disso, os investigadores identificaram os executores como Wellington dos Santos Vieira, de 27 anos, e David Vareiro Machado, de 24. Ainda assim, a polícia segue apurando se a ordem inicial incluía também a morte da mãe.
Execução do assassino
Logo depois do duplo homicídio, a sequência de crimes ganhou um novo capítulo. Na sexta-feira (27), David foi morto a facadas após cobrar o pagamento pelo serviço.
Segundo a polícia, o companheiro da suspeita, Wendebrson Haly Matos da Silva, participou diretamente da execução. Dessa forma, os investigadores apontam que o crime teve o objetivo de eliminar a dívida e possíveis provas.
Confronto e foragido
Enquanto isso, o outro executor, Wellington, tentou fugir. No entanto, ele morreu na madrugada desta terça-feira (31) após reagir a uma abordagem da Polícia Militar.
Por outro lado, Wendebrson segue foragido e é considerado peça-chave para esclarecer todos os detalhes do caso. A polícia acredita que ele também pode ter atuado como mandante.
Motivação ainda é investigada
Apesar dos avanços, a Polícia Civil ainda não concluiu a investigação. Os agentes continuam reunindo provas para esclarecer a motivação dos crimes.
Além disso, o histórico da suspeita, que já possui antecedentes por furto qualificado e tráfico de drogas, pode ajudar a entender o contexto da ocorrência.
Por fim, os investigadores tratam os três homicídios como parte de uma mesma cadeia criminosa, marcada por planejamento, violência e tentativa de ocultação de provas.
Fonte: Redação
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