Nesta terça-feira (27), o incêndio da Boate Kiss completa 13 anos. A tragédia, ocorrida em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, deixou 242 mortos em janeiro de 2013. Além disso, o caso resultou na condenação de quatro réus, considerados responsáveis pelo episódio que marcou o país.

Condenado deixa a prisão e passa ao regime aberto
Elissandro Callegaro Spohr, conhecido como Kiko Spohr, recebeu condenação inicial de 22 anos e 6 meses de prisão. No entanto, em dezembro de 2025, a Justiça autorizou a progressão de regime. Assim, ele deixou a Penitenciária Estadual de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e passou a cumprir a pena em regime aberto.
Segundo a Polícia Penal, as equipes instalaram tornozeleira eletrônica antes da liberação. Dessa forma, Spohr não permanece mais na unidade prisional, mas segue sob monitoramento judicial.
Outros réus tiveram penas reduzidas
Além de Spohr, Mauro Londero Hoffmann, sócio da boate, o músico Marcelo de Jesus dos Santos e o assistente de palco Luciano Bonilha Leão também tiveram mudanças na situação penal. Em agosto de 2025, a 1ª Câmara Especial Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul analisou o caso e decidiu, de forma unânime, reduzir as penas.
Com isso, os quatro réus conquistaram o direito de progredir ao regime semiaberto, já que o tribunal considerou o tempo de pena cumprido até o momento.
Ministério Público tenta reverter decisão
Apesar da redução, o Ministério Público do Rio Grande do Sul não concordou com a decisão. Por esse motivo, o órgão apresentou recurso e pediu o restabelecimento das condenações originais, definidas pelo Tribunal do Júri em dezembro de 2021.
Enquanto isso, o caso segue em tramitação na Justiça, sem decisão definitiva sobre o recurso.
Veja como ficaram as penas após a revisão
Após o julgamento de 2025, as condenações passaram pelos seguintes ajustes:
- Elissandro Callegaro Spohr: de 22 anos e 6 meses para 12 anos
- Mauro Londero Hoffmann: de 19 anos e 6 meses para 12 anos
- Marcelo de Jesus dos Santos: de 18 anos para 11 anos
- Luciano Bonilha Leão: de 18 anos para 11 anos
Relembre como ocorreu a tragédia
Na madrugada de 27 de janeiro de 2013, a Boate Kiss sediava a festa universitária “Agromerados”. Durante o evento, Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, acendeu um artefato pirotécnico no interior da casa noturna.
Logo depois, faíscas atingiram a espuma do teto, usada como isolamento acústico. O material pegou fogo rapidamente e liberou uma fumaça tóxica. Em poucos segundos, muitas pessoas desmaiaram ainda dentro do local.
Além disso, a boate estava superlotada e não contava com saídas de emergência suficientes. O espaço também não possuía equipamentos adequados de combate a incêndio. Como resultado, 242 pessoas morreram e outras 636 ficaram feridas.
Muitas vítimas não conseguiram sair a tempo. Outras, mesmo após escapar, retornaram ao interior da boate para tentar salvar amigos.
Fonte: Redação
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