Os valores de tarifas bancárias podem variar até 300%.  É o que revela levantamento realizado pelo Procon Goiás, sobre as tarifas de conta corrente/poupança e cartão de crédito, durante visitas realizadas em oito bancos em Goiânia desde o dia 1º de fevereiro. Os valores coletados são válidos para agências de todo o país.
Foram 17 tarifas consideradas “serviços prioritários” em conta bancária  e sete tarifas cobradas em cartão de crédito básico.
A intenção do órgão é fornecer orientações aos consumidores sobre seus direitos e alertar sobre os cuidados a serem observados para reduzir ou eliminar custos desnecessários.
Os valores das tarifas coletados pelo Procon Goiás referem-se aos preços máximos praticados por cada banco, cobrados quando o consumidor excede a quantidade de eventos disponíveis no pacote de serviço contratado junto ao banco, ou quando extrapola a quantidade de eventos gratuitos, considerados serviços essenciais.
A maior variação identificada foi de 300% e corresponde à tarifa de “transferência entre contas na própria instituição”, nos terminais de auto atendimento (caixas eletrônicos). Os preços variam de R$ 1 a R$ 4.
Nos últimos seis meses, preço médio geral de tarifas se manteve estável, com aumento médio de apenas 0,14%. Mas a tarifa de transferência entre contas na própria instituição subiu mais de 31%. Considerando as elevações e reduções nos preços médios das tarifas bancárias, em comparação aos preços praticados em agosto de 2018 e aos atuais, o aumento médio foi de apenas 0,14%.
Em agosto de 2018, o preço médio era de R$ 1,19 e atualmente é de R$ 1,56. O Procon Goiás lembra que os reajustes nos valores das tarifas bancárias só podem ser realizados a partir de 180 dias de sua última alteração, admitindo redução de preços a qualquer tempo.
Os novos valores devem ser divulgados aos correntistas com antecedência mínima de 30 dias. Devem estar dispostos em local e formato visível ao público, nas suas dependências, bem como nas respectivas páginas na internet.
Atenção ao utilizar o cartão de crédito para pagar contas (água, energia, etc) e fazer saques
É importante conhecer o valor das taxas cobradas pela administradora do cartão antes de optar por pagar alguma conta (água, energia, etc) e/ou fazer um saque utilizando cartão de crédito.
Dependendo do valor da conta, pagar os encargos de atraso previstos na própria fatura pode ser mais vantajoso do que arcar com a tarifa do cartão. Muitas vezes, dependendo do valor do saque, o custo final pode ter um grande peso no bolso do consumidor. Quanto menor o valor do saque, maior será o peso do custo final já que o valor da tarifa independe do valor do saque.
No levantamento realizado pelo Procon Goiás, a tarifa para utilizar o cartão para pagar contas pode variar entre R$ 15 até R$ 25,50, uma variação de até 70%. Já a tarifa para realizar saques com a função crédito do cartão varia de R$ 8 a R$ 18,80, resultando em uma diferença de 135%.
Conta corrente pode ter custo ‘zero’
Informar o consumidor sobre esses serviços gratuitos é um dever do banco. No entanto,  na maioria das vezes, isso não ocorre durante a abertura da conta corrente. Isso ocorre por existir um leque de serviços gratuitos, os chamados serviços “essenciais”. Dependendo da movimentação em conta do consumidor, esses serviços podem satisfazer suas necessidades e por esta razão, não há motivos para contratar os pacotes de “cesta de serviço”, oferecidos pelos bancos.
Caso o consumidor já tenha contratado os pacotes de serviços e perceba que eles já satisfazem suas necessidades; ou mesmo que exceda a quantidade, o valor cobrado individual também resulte em valor menor que o pacote, pode procurar o seu gerente e pedir o cancelamento do pacote. Caso ocorra recusa por parte do banco, procure o Procon Goiás e registre a sua reclamação.
Deixar de utilizar os caixas eletrônicos (TAA) para utilizar o guichê de atendimento pessoal pode encarecer o preço em até 50%.
Como forma de incentivar o consumidor a utilizar os terminais de auto atendimento (TAA), os bancos cobram tarifas mais baixas nesse canal de atendimento.
Para realizar saques nos caixas eletrônicos, o banco cobra uma tarifa de R$ 2, por cada saque que exceda o pacote contratado ou os serviços essenciais. Ao realizar o saque nos guichês de atendimento pessoal, o serviço pode custar R$ 3, representando um aumento de 50% no valor da tarifa.
Informações de interesse do consumidor
Os valores das tarifas bancárias não são fixados pelo Banco Central do Brasil nem pelo Conselho Monetário Nacional.
Eles são estabelecidos pelos próprios bancos e obedecem a uma padronização, ou seja, mesma nomenclatura em todas as instituições, facilitando na hora de comparar os valores cobrados.
 Os bancos ainda são obrigados a disponibilizar aos clientes, até o final de fevereiro de cada ano, um extrato consolidado informando, mês a mês, todas as tarifas e valores cobrados no ano anterior.
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