Por todas as esquinas da cidade de Goiás, moradores fazem os últimos ajustes para a Procissão do Fogaréu. É nesta quarta-feira (17) que eles terminam de passar as túnicas e colocam querosene nas tochas dos 40 farricocos, nomes dados aos soldados romanos que perseguem Jesus. Tudo tem de estar pronto até as 23h59, quando a encenação começa.

A edição 2019 conta com novas túnicas e capuzes para os farricocos. “Tem um certo segredo para fazer. São muitos detalhes, há exigências sobre cada costura, não pode ser de qualquer forma, com qualquer ponto. Os capuzes têm técnicas de impermeabilização”, explica Rodrigo Silva, presidente da Organização Vilaboense de Artes e Tradições (Ovat).

A Procissão do Fogaréu é realizada desde 1745, quando o pároco do município na época, o padre espanhol João Perestelo de Vasconcelos Espíndola, trouxe o costume à cidade de Goiás. O costume foi passado por gerações e atrai, todos os anos, milhares de turistas.

Veja o percurso e detalhes da procissão:

  • Museu de Arte Sacra da Boa Morte – saída dos farricocos à procura de Jesus
  • Procissão segue pela Rua Morette Foggia;
  • Santuário do Rosário – simboliza a Santa Ceia. Encenação do hospedeiro dizendo que Cristo não está ali;
  • Procissão segue para a Rua Senador Eugênio Jardim e vira na Rua do Carmo;
  • Igreja de São Francisco – é onde acontece a prisão de Jesus. Toque do clarim por um farricoco anuncia a prisão. Em seguida, é levantado o estandarte de Cristo flagelado. Novamente, se toca o clarim para reforçar a prisão e pedindo silêncio
  • Bispo faz homilia
  • Em silêncio, farricocos seguem pelas ruas Professor Ferreira e Maximiano Mendes.
  • Fim do percurso: Cristo é colocado em frente ao Museu Boa Morte, e os farricocos vão embora.
Fonte: G1