Goiânia fechou 2018 como a segunda cidade com maior valorização do preço de imóveis residenciais, de acordo com o Índice FipeZap. A pesquisa leva em conta dados de 20 municípios brasileiros. Segundo o levantamento, o valor médio dos imóveis na capital aumentou 2,5% no ano passado, com o m² sendo vendido em dezembro a R$ 4.210.

A pesquisa foi divulgada no dia 4 de janeiro. Junto a Curitiba (PR), em que a valorização foi de 3,39 %, e São Caetano do Sul (SP), onde o crescimento doi de 2,49%, Goiânia fechou o ranking das três cidades com maior elevação no preço dos imóveis.

No mês passado, segundo o FipeZap, Goiânia registrou valorização de 0,38 % no preço dos imóveis, enquanto que em novembro essa variação, também positiva, foi de 0,17 %.

Segundo Ricardo Teixeira, especialista imobiliário e diretor de uma das maiores imobiliária de Goiás, a URBS, alguns fatores explicam isso: aumento na demanda, inflação mais baixa, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e melhora gradual nos índices de confiança da construção e do comércio.

O especialista também diz haver um otimismo do setor produtivo quanto ao novo governo federal. Isso, segundo ele, também colabora para a expansão do mercado imobiliário, à medida que a confiança na economia contribui para a oferta de crédito no país.

Para 2019, segundo Ricardo, estão confirmados 35 lançamentos em Goiânia, cidades da Região Metropolitana e Anápolis. Serão 30 só na capital, com média mensal de quase três lançamentos.

O Índice FipeZap monitora o mercado imobiliário em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo e Goiás, além do Distrito Federal (DF).

O Rio de Janeiro se manteve como o município com o metro quadrado mais valorizado do país (R$ 9.402), seguido por São Paulo (R$ 8.829) e DF (R$ 7.781).

Aplicação Segura

No ano passado, o empresário Jefferson Henrique Silva investiu R$ 450 mil na compra de dois apartamentos no mesmo condomínio, o Parque Goiá, localizado na região Oeste de Goiânia. Ele adquiriu os imóveis de dois e três quartos na planta, já com a intenção de alugá-los.

“É a melhor forma de aplicação e a mais segura”, disse Jefferson.

O empresário diz que, apesar do contexto de recuperação econômica, a decisão pela compra dos imóveis foi “de momento”, porque ele queria se antecipar para escolher os apartamentos com melhor localização no edifício.

*Vanessa Chaves é integrante do programa de estágio entre TV Anhanguera e Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), sob orientação de Elisângela Nascimento.

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